Entrevistas | 24 janeiro 2014

Proposta, Redesign do Refrigerante Dolly por Jonathan Bordignon

Uma proposta diferente e ousada para o redesign do refrigerante e mascote mais falado do Brasil. Dolly o melhor!

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O que te levou a fazer o redesign do Refrigerante Dolly e quais foram as principais referências?

Eu tinha um problema: escolher um tema para o temível TCC da faculdade. E mais que um problema, eu tinha uma meta: fazer algo que despertasse a curiosidade das pessoas em conhecer o projeto todo. Como sou apaixonado pelo desenvolvimento de marcas, o trabalho tinha obrigação de ter este tema, e então, em uma breve passada em um mercado próximo de casa, me deparei com uma gôndola lotada de Refrigerante Dolly, e aí não consegui encontrar um desafio maior que este: desenvolver um redesign para a tão criticada (ou amada?) marca Dolly. No começo me senti meio inseguro com um projeto tão polêmico, e foi preciso muita coragem e dedicação para começar o desenvolvimento. As principais referências no desenvolvimento do redesign foram praticamente todos os outros refrigerantes, em especial os que fazem mais sucesso entre o povo, como Coca-Cola, Fanta, Sprite entre outros, fazendo com que a nova identidade da Dolly estivesse no mesmo padrão que as líderes, não sendo a hora de arriscar uma super novidade no mercado. É importante ressaltar aqui, que a nova identidade desenvolvida apresenta um público alvo diferente do atual público da marca Dolly, o que o projeto, por ser um trabalho acadêmico, me permitiu fazer. Desta vez, a marca estaria interessada em vender seus produtos para todos os públicos, de uma maneira geral, independente da sua classe social. Por isso então, a mudança tão radical em toda identidade. Por fim, consegui concluir o trabalho com nota máxima e consequentemente a faculdade. Recebi muitas críticas construtivas de terceiros no projeto (outras nem tanto), mas por outro lado, muitos elogios também, entre eles, alguns pedidos para enviar o projeto para o marketing oficial da marca. Pelo que li, enquanto pesquisava sobre o trabalho, a Dolly não tem interesse em mudar a sua identidade, uma vez que ela apresenta números de vendas incríveis e consequentemente um lucro exorbitante, ou seja, o que é “errado” para muitos, está funcionando, e muito bem. Porém, seria gratificante saber que o meu trabalho chegou ao criador do nosso amigo Dollynho. Enfim, fica uma lição disso tudo: Tenha coragem para fazer coisas que de início te deixem um pouco inseguro. Insista e persista. Mas tenha humildade e consciência para analisar eventuais críticas que possam surgir.

 

Conte-nos um pouco sobre você.

Caramba, se auto definir é muito difícil, vamos por partes então… Sou um jovem recém-formado em Design Gráfico pela Faculdade de Administração e Artes de Limeira (FAAL), trabalho como criativo na Du.Scatolin – Agência de Ideias e amo o que faço. Sou apaixonado pela criatividade e tudo que ela pode proporcionar e interferir no cotidiano de cada um. Quando pequeno, rabiscava alguns desenhos e considero isso o grande impulso para escolher a profissão de hoje, não que seja uma necessidade para a carreira saber desenhar, é preciso muito mais que isso, mas no meu caso, me ajuda muito. Acredito que com muita dedicação e principalmente, humildade, pode se chegar onde quiser, conquistando seus sonhos um a um, com um passo de cada vez.

 

Quais são as suas referências e de que formas elas influenciam em seus trabalho?

Prefiro sempre variar as formas de buscar referências, uma vez que o mundo do design está sempre se atualizando e cada trabalho é diferente um do outro. Procuro saber de tudo um pouco, e um grande exemplo disso é ouvindo muitos estilos musicais diferentes. Atualmente acesso diariamente as páginas do Behance, Abduzeedo e alguns Tumblrs relacionados ao tema. É uma forma de saber a linguagem visual que está sendo utilizada por aí e utilizar nos meus trabalhos, mas é fundamental adicionar um estilo próprio nas peças que desenvolvo.

 

De modo geral. Qual peça de design/arte você gostaria de ter criado?

Sou fascinado pelo desenvolvimento de marcas, principalmente pelo processo criativo que grandes marcas passam até o seu resultado final. Parece até clichê citar isso, mas um projeto que me encantou e que certamente gostaria de ter feito parte do processo, mesmo que só observando de perto, foi o desenvolvimento da marca das Olímpiadas de 2016 no Rio de Janeiro, desenvolvida pela agência Tátil – Design de Ideias. Apesar de ser um case polêmico, acredito no processo criativo e na entrega da equipe, uma vez que atendeu e justificou todas as formas escolhidas para o resultado final.

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Sobre o Autor

Vitor Albuquerque

Não longe do interesse pelo o ambiente publicitário onde estão presentes as artes e o design que impressionam com as formas e são ferramentas indispensáveis na comunicação atual, está ligado ao âmbito da administração.

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