Artigos | 22 outubro 2016

A morte da tipografia?

Quando vamos fazer um projeto, nada é mais importante que a escolha da tipografia.

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Quando vamos fazer um projeto, nada é mais importante que a escolha da tipografia que vai acompanhar a nossa direção de arte.

Criamos todo o conceito lindo e maravilhoso (sabendo que vai ter alteração), passa horas procurando a imagem certa, vira a cabeça várias vezes analisando a peça, pensa em toda a defesa das nossas escolhas e erra na hora de escolher a fonte que vai acompanhar a nossa direção de arte, site, lettering ou vídeo. Isso acontece de várias maneiras em nosso cotidiano, as vezes simplesmente a fonte não “dialoga” com a direção de arte pela escolha da cor, tamanho ou forma da fonte proposta.

Como a gente sabe, a presença da mensagem deve ser forte e clara; sobretudo não é sempre que temos um tempinho pra desenhar uma fonte (ou a mensagem) de acordo com a nossa necessidade o que acaba engessando nossos projetos as vezes. Hoje em dia o lettering voltou a ganhar força no meio do design devido a grande “facilidade” de experimentação.

A utilização da mescla tipográfica pode ser elegante ou pode ser um fiasco, tudo depende daquilo que você procura. As vezes a utilização da uma mesma fonte aplicada em seu tamanho Light ou Thin podem resolver os problemas da sua mensagem (que tem sido bem comum essa escolha).

As formas ou ilustrações que acompanham nossa “fonte” são tão importantes que chegam a representar 80% de tudo aquilo que queremos transmitir, a gente sabe muito bem o trabalho que dá montar qualquer coisa e mesmo assim deslizes são inevitáveis.

Pensar assim faz total diferença no resultado final do nosso trabalho, por isso não esqueça de pensar bem onde as aplicações se encaixam melhor e pedir a opinião de ouros amigos também é importante, a troca de conhecimento é fundamental para um bom trabalho.

Deixo agora dois exemplos que ao meu ver a escolha tipográfica deixou a desejar:

Elementos como fluidez de leitura, cor, clareza e ritmo são o ponto máximo de qualquer lettering. Quando falta isso a mensagem por mais bonita que seja, fica feia. No caso da abertura da novela “Êta mundo bom!“, todo o conceito criado girou em torno de estruturas de colagem e pop arte, que não cria um diálogo com a imagem final da abertura e fica ainda mais estranho pelo fato da escolha tipográfica que não permite a montagem de uma estrutura sólida que fique de acordo com o tema proposto.

Já na abertura de malhação vemos nitidamente um diálogo entre toda a direção de arte e a mensagem final, o problema da escolha tipográfica está no movimento. O movimento é um dos pontos que nunca deve ser esquecido, a abertura proposta enaltece completamente o movimento onde todas as linhas animadas mostram isso, para no final prevalecer uma imagem “estática”, sem ritmo, com pouca fluidez de leitura e uma tentativa de ser descolada.

O intuito aqui é apontar pontos que podem ser melhorados, afinal, a gente sabe muito bem como é difícil produzir as coisas como gostaríamos pois sempre tem uma alteraçãozinha que pode literalmente cagar nosso job tão querido e amado. Se você conhece mais trabalhos que podem ser melhorados tipograficamente comente no post.

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Sobre o Autor

Douglas Zanon

Diretor de arte formado em computação gráfica apaixonado pela arte. Atualmente trabalhando com agências de publicidade, grupos de teatro e freelances em Brasília.

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